Kitsch a museu,já!
De novas políticas museológicas, não posso no deixar de assinalar uma falha que considero nacionalmente crassa, pela inexistência de um espólio Kitsch museológico.Nenhum contempla nem prevê a inclusão nos seus espólios, de um estilo que considero absolutamente pertinente para melhor compreender o universo popular Português: o Kitsch.
Este termo que aparece por volta de 1860-70 , na gíria dos pintores e negociantes de arte, para designar os objectos de arte sem valor , rapidamente se transforma num fenómeno de massas absolutamente espantoso, assinalando um estilo muito peculiar, marcado pelo que muitos designarão “pela ausência de estilo”.
Ignorando toda estigmatização supérflua de que sofre, (imposta por uma elite afirmada que define perante os demais, arrogantemente, o que é cultura ): a categorização de se tratarem de peças sem qualquer valor artístico, inúteis cópias de valor estético distorcido e/ou exagerado, inferiores às originais, ou algo também que, segundo Umberto Eco , surge já consumido, às massas ou ao público médio, este universo encontra-se bem presente e enraizado no património popular Português, presente de forma mais ou menos sintomática em todas as classes sociais .
“Parente pobre” das peças “nobres”,constitui este um fenómeno social de grande envergadura que não pode nem deve continuar a ser ignorado pelas instituições públicas de divulgação cultural.
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